8.12.08

.podia ter sido um domingo qualquer.

..não foi.


segunda-feira com cheiro e gosto de felicidade clandestina. a cor do dia estava propícia, assim com cada detalhe na mais perfeita ordem, para uma segunda-feira com cara de sábado. a bagunça sempre é bem vinda acompanhada de um sorriso escondido, de um olhar disfarçado.



cores que eu não sei o nome.

7.12.08

próximo!

29.11.08

.carvão e essência.

-
Por que não vem me ver?
Eu quero te escutar.
Preciso de alguém pra mim...
Por que não vem me ver?
Eu quero te abraçar.
Preciso de você pra mim.
-
uma casinha simples, daquelas de fotografias antigas. o vermelho da terra se misturava ao verde das plantas que se perdiam ao mesmo tempo na cor sépia do dia. era um domingo. especial, como tem sido todos os domingos. tomei um sorvete enquanto te esperava. atrasada como sempre, um desses defeitos que ficam lindos em você. caminhamos em direção as palavras soltas, aos segredos, risadas e estrofes desafinadas de músicas nossas. entre um cigarro e outro, passos curtos e longas conversas. sorrisos e olhares curiosos, como na maioria das vezes que estamos juntas. não sei se são as cores ou se são os sorrisos, mas a bagunça de tudo se faz perfeito na desarmonia.

tua ausência se faz presente em ocasiões especiais, pois afinal, com você tudo era assim, especial. sinto saudades da gargalhada frenética e o sotaque estridente e único. saudade do abraço apertado, das juras sobre amizade, dos segredos, das ruas... das cores.

falta um pedaço toda vez que o pôr-do-sol aparece `...tingindo, tingindo...`

não estou triste.


é só saudade.

26.11.08

.alvorada.

*parque alvorada por julio rossi

eu não saberia dizer o porquê nem quando esse lugar se tornou tão especial. um lugar simples, com cores quase desbotadas iguais às fotografias antigas. ali me senti meio criança outra vez, sem medo de parecer boba. com o tempo, foi se tornando um refúgio, onde eu esquecia o cinza da cidade que insistia em ser rotineiro. era ali que eu me desligava e carregavas novas energias. quase um papo de hippie, (sorte a minha que estou consciente). perdi as contas de quantas vezes caminhei naquela direção, de quantas ruas atravessei até chegar lá. algumas companhias especiais. poucas por que são raras. vários momentos meus.

pra mim, o melhor cartão postal. o sincero gostinho de felicidade inocente. a melhor memória que fotografia nenhuma conseguiria registrar.



a saudade boa de sentir.
o sorriso que vale lembrar.
*das pessoas que são raras.

18.11.08

.miopia dos sentimentos.

longe, onde os olhos não alcançam e o coração não sente. onde o abraço é vazio, os dias são sem cores e o corpo não arrepia. ele custa a enxergar nitidamente o que nos parece tão visível a olhos nus.
esfrega os olhos na frustrada tentativa de estar enganado.


é em vão.

todos já viram o que elo não queria ver.


e só você não viu.

17.11.08


8.11.08

nada faz sentido.





se eu não perco os sentidos.

7.11.08

.pra viver em paz.


sempre com a mesma cara. ora pálido como um papel velho, ora vermelho como uma maçã vistosa. as roupas sempre com as mesmas cores, os mesmos tons. ás vezes propositalmente, às vezes felizes coincidências do destino. os lugares, apenas os de sempre é que faziam a diferença nas noites de cerveja gelada. não existia em lugar algum uma razão pra ser diferente, mas também, ele nem conhecia tantos lugares assim. era tímido, inteligente, mas de poucos amigos. gostava muito de música, arte, café e solidão. não namorava, pois acreditava ter desaprendido essa lição durante a cicatrização de um coração ferido. a fuga era constante em suas tentativas de um suposto relacionamento. era como se não valesse a pena, não tivesse graça. eram vazios porque não eram com ela. ela que roubou suas noites de sono, seus sorrisos e segredos. ela que era o primeiro pensamento do dia, o último da noite. e há algum tempo, sem saber muito que rumo tomar, resolveu se isolar. nunca ia pra muito longe, sempre estava por perto. isolava-se em algum pôr-do-sol, algum parque, livrarias.. era sozinho que ele se encontrava ao procurar por algo que nem ele sabia ao certo o que era, ou quem era. era um sonhador nato, daqueles que flutuam leve como o vento. muitas vezes se escondia por meses e depois re-aparecia como que disposto a viver o que quer que fosse. era livre. pensava que um dia, quando não houvesse mais sonhos, (mesmo isso sendo impossível), o próprio destino se encarregaria da tarefa da vida real.

ele não tinha ambições, não guardava dinheiro e nem fazia planos.
apenas sonhava e vivia do seu jeito.

às vezes até dizia estar cansado de viver.

mas hoje.
hoje foi diferente. Jogou fora a mesmice rotineira. deixou pra trás a rotina, os horários, as anotações e alguns sonhos. hoje ele decidiu não se decidir por nada, apenas sentir.


foi dormir leve e feliz.
e de tão feliz parecia que seu coração, de tão acelerado, fosse sair pela boca.



não acordou.

3.11.08

.chuva na vidraça.


a cidade cinza me recebeu de cobertores apostos e casacos com cheiro de saudade. domingo foi dia de pastel, guarda-chuva largo da ordem, poças d'água e preguiça. tudo com gostinho de passado recente. aqui nesse cantinho sempre chove, mas quando faz sol, a primavera sorri lá de fora, mostrando as cores que se misturam entre si.



novembro começou doce.
açucarado, colorido e com vontade de mais um pouco cada vez que o dia termina.

doce novembro.


me pergunto se os meses passaram rápido demais ou se é meu coração que anda acelerado..

Procuro explicar o meu sentimento
E só consigo encontrar
Palavras que não existem no dicionário
Você podia entender meu vocabulário
Decifrar meus sinais, seria bom


a bagunça está feita e eu prefiro sonhar, porque hoje viver me dá preguiça.

29.10.08

.simulacro.

ficadica.

27.10.08

não quero mais estar aqui.

20.10.08

.vazio e momento.

eu precisava sentir isso.

ver o quanto certas coisas e pessoas são em vão, massageiam o ego por diversão; por não saberem sentir o que nos fazem acreditar com palavras enfeitadas, porém, vazias.
sorrisos ao vento, amarelos como o sol....

10.10.08

.deixa o menino brincar.

ele olhava ao redor e pensava: as mesmas coisas. e concluía: mas tudo novo, de novo.
as pessoas mais próximas são as que estão mais longe do que qualquer distância de horas, dias... velhas pessoas, novas descobertas, despedidas, comemorações, nostalgia, ansiedade..
ele evita pensar no que passou. a cabeça mal tem espaço para tantas outras coisas, isso sem falar nas coisas que esquece sem querer... querendo.


'...um coração apaixonado... e não sabe quem eu sou...'


sereno é a palavra certa, assim como os dias de ansiedade, de mensagens confidentes no celular quando a saudade se faz presente, de convites inesperados, de encontro às escondidas, de confições no banheiro, de gargalhadas pela madrugada vazia.

talvez invisível.
talvez sensível e impaciente demais com os donos de suas razões insertas e dúvidas constantes.
arrancou do calendário a mesmice rotineira que já não tem lugar no corre-corre de todo dia.



tudo muda, todo dia.

8.10.08

.foi uma nuvem que passou.

anoitece em certas regiões
a saudade chega pra me lembrar que mesmo longe, não estou sozinha. os sorrisos não me deixam esquecer que cada suspiro tem seu nome gravado em tons de azul púrpura, que se perdem com o vermelho do coração que insiste em bater involuntariamente quando o assunto é você.
nós dois.
teu espaço, vazio, na cama, reclama quando a noite chega.
~

7.10.08

.tanto faz.

tanto faz, se a lágrima é de alegria ou de tristeza.
tanto faz, se o rosado das bochechas é de tímidez ou de raiva.

tanto faz.

tanto faz como tanto fez.

e fez.

e faz falta.

mas tanto faz.

16.9.08

.o grande prazer das 'pequenas coisas'.

estar feliz me rouba toda e qualquer palavra. os óculos escuros e grandes, esocndem os olhos semi-caídos e completamente brilhantes. a roda gigante tem completado os cursos de suas voltas na velocidade que me permite chegar na hora de cada cena, sem perder nenhum pedacinho ou me deixar de fora, escondida atrás do vidro vendo tudo acontecer.
são exatamente 9:35 de segunda-feira; dia de folga para os adeptos! ontem, domingo! ou melhor, Domingaz!! depois da madrugada regada a insônia, uma deliciosa manhã de domingo estava começando às 6:25 da matina. ligo a tv. aquela música, aquela banda. bom dia pra vocês também! primeiro dia na feirinha!!! meu sorriso fala por mim...

domingaz, sol, árvores, passarinhos, pessoas normais, pessoas especiais, chás.... [hahaha]
foi dia de sentir saudades também! dia de abraço apertado, beijo roubado, cosquinhas, sushis, risadas e muito sol.

sonho não se dá, é botão de flor.

sdorei sexta! amo você.
oi! adorei sábado. X)
e pra você aí... adorei domingo! me odeia, mas me ama que eu sei!!


só levo a saudade...


bem.
bem feliz.

13.8.08

segredos ocultos guardados no tempo, esquecidos ao vento...




perdidos na saudade.

5.7.08

.sabor felicidade.


pensamentos em meu coração, sentimentos em minha mente. essa confusão é apenas a alma do negócio, fachada, interpretação.
idéias, planos e vontades para um futuro distante. distante entre o hoje e o amanhã. futuro. as mãos transpiram com medo de não conseguir tocar. o medo é só mais um dos defeitos. tenho medo que os planos não possam ser, em seu devido tempo, alcançados. mas não desisto. toco pra frente e vou andando sem rumo, me contradizendo ou contradizendo o que pensei, fui, serei.



enfim.


felicidade bateu à minha porta, e eu, abri.




estou bem.



bem feliz.




feliz e completa.

24.6.08

.que vontade de chorar.

esse clima de partida me incomoda, me faz triste mesmo sabendo que serão só alguns dias. alguns longos, cinzentos e gelados (dias) que se arrastarão.


que me deixarão impaciente, aflita e só.

21.6.08

.leve fuga.

as palavras não saem. nem em pensamentos. como esses que chegam antes de dormir. nem emboladas umas nas outras. como fios de lã. nem escondidas entre as roupas de frio. como dinheiro esquecido no bolso do casaco no inverno passado. nem perdidas em um traço de desenho qualquer. daqueles que dizem tudo. nem enfiando o dedo na garganta. como as vontades que eu sinto às vezes. talvez uma ou outra, das coisas que queria e poderia dizer, surgem quando me pego cantarolando, mas daí é aquele lance: ‘porque não fui eu que escrevi essa frase?’
as palavras se esconderam com o frio. timidamente se espalharam dentro de mim com o vento gelado da madrugada fria. encolheram-se em algum canto meu, esperando o sol do dia seguinte que demora em vir dizer bom dia.
ou simplesmente, perdi as palavras.

7.6.08

.220v.

das vinte e quatro horas do meu dia, quatorze delas estão muito bem ocupadas com os resultados das conquistas que me encorajo a encarar quando coloco na cabeça que é isso ou aquilo que quero pra mim. as outras dez entre um sonho acordado e outro, eu arrumo as crianças pra escola, cuido da casa, vou ao banco, ajudo na lição, seleciono a trilha sonora do dia, vou a loja de tecidos, separo roupas coloridas de roupas brancas, vou ao mercado, fumo um cigarro, decido sobre o almoço, tenho ‘xiliques’, compro pão, cumprimento o porteiro, penduro roupas, abro todas as janelas, (uff)! e, entre essas e muitas outras coisas eu também tenho tempo pra dormir, e durmo. pra quem sabe assim, sonhar de verdade e me desligar por completo por algumas horas apenas..

é em vão.

ainda não encontrei onde desliga, onde corto os fios ou como faz pra acabar a bateria.

3.6.08

.canção que 'não' morre no ar.

ironia do destino aquela música tocar exatamente quando todos pararam de falar. quando todos naquele bar resolveram dar uma trégua naquela falação toda e ocupar suas bocas com outras bocas. quando toda a cidade, sem que ninguém percebesse, ficou estática e silenciosa dando permissão ao refrão, com todas aquelas palavras doces, que um dia já me trouxe boas lembranças e até mesmo aquela saudade perturbadora, do que não foi vivido, quis ocupar espaço naquela estúpida cadeira vazia.

um sorriso perdido no meio da multidão, disse: linda essa música, né?

acendi mais um cigarro e delicadamente respondi: antigamente ela não me dava enjôo.

2.6.08

se é pra eu te ver, então deixa eu dormir.

29.5.08

.um dia só é muito pouco.

os dias estão passando em alta velocidade, que só me dou conta que eles estão chegando ao fim, quando sinto o vento forte invadindo o silêncio do apartamento. tenho corrido a favor do tempo, esperado a minha vez de entrar em cena e me dedicando conforme a música pede, para que cada detalhe saia na mais perfeita ordem.

cada cor, tamanho, textura, sorrisos, palavras, essência...
orgulho.

cada dia é um a menos.
cada dia é um detalhe a mais, um arrepio a mais, um frio na barriga a mais.
cada hora que passa tenho mais certeza das escolhas que fiz.
falta menos de uma semana e a adrenalina é pura e sincera.

pura e sincera como uma criança de quatro anos.

25.5.08

.das conversas de boteco.

não faz muito sentido escrever aqui hoje o que se passou pela minha cabeça no decorrer desses últimos dias.

minha cara de boba já diz tudo, meus olhares dizem muito mais e, depois de todas aquelas cervejas eu acabei dizendo (por assim dizer) o que, talvez, jamais diria se estivesse sóbria.





vê mais uma original pra saidêra.

19.5.08

.um final de semana depois.

peraí que agora se deu a bagunça no meu pote de lápis coloridos.

16.5.08

.ao des-amor.


'sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e des-amar era não mais conseguir ver, entende?'
(caio fernando abreu)

3.5.08

.unidunitê.

seria errado e até grosseiro de minha parte dizer que foi em vão. acho que toda experiência é válida, pois toda lição, independente do lado que ela pese na balança, tem lá sua moral no final. e foi. e eu sou assim. e certamente serei e será assim até tudo voltar a sua ordem, ou, até vir a ser bagunçado como eu gosto.
eu me permito até onde me parece conveniente, suficiente...

aqui é assim que a banda toca. a palavra final pode até não ser a minha, mas o prazer é todo meu. e até ele chegar eu já estarei satisfeita só de saber que eu estou no meio disso tudo, causando todo esse desconforto prazeroso de não saber o que nos espera na porta seguinte.

essa é a lição de casa, colocar em prática o que se aprende no caminho; ser exigente, egoísta e me permitir ao prazer que você não foi capaz de me causar.



oras!
uma hora a gente acerta na porta dos desesperados, não é mesmo?

30.4.08

.das pequenas grandes coisas.

a vida anda tão gostosinha que até me faz lembrar uma música, ou melhor;


‘...e até quem me vê
lendo jornal
na fila do pão...’


é, vidinha com sabor-cheiro-e-fumacinha de pão quentinho em dia frio de céu cinzento.
to-liii-nhos!

adoro!

principalmente quando a manteiga derrete.



uuiiii-i!

24.4.08

.aos poucos.

alguns messes se passaram. os ipês amarelos sorriam no decorrer das caminhadas, onde hoje só encontro o tapete de folhas secas que não me fazem esquecer que os meses passaram muito mais rápido do que minha imaginação fértil conseguia captar ou que, meus passos rápidos em dia de chuva pudessem acompanhar.



ainda assim guardo teu sorriso como o meu melhor segredo.

29.3.08

.cidade.estado.país.



estou indo caminhar por outras ruas, sentar em outros bancos, de outras praças. ver outras pessoas, de outras culturas, de outras vontades, com outras manias.

dessa vez sem telefonema, sem encontro marcado, sem você.
e a chance de um encontro é zero.

não quero e nem espero.


porque hoje eu simplesmente vou por outras ruas.


e nenhuma é a sua.

24.3.08

.eu, comigo.

o relacionamento vai bem. o sorriso vai bem. o carinho vai bem. o rosado da bochecha vai bem. a falta também vai bem, mas essa vai pra longe, pra bem longe, onde eu já nem a sinto mais. assim como o gosto, o teu. ando contando os dias, que inexplicavelmente tem passado rapidinhos pelo calendário que ganhei faz pouco. ando festejando as pequenas coisas, minhas coisas.


só minhas.

só.

assim.

17.3.08

.aguardente com limão.


'...a ereção não tem hora pra chegar
com ou sem emoção em festa ou particular
a inspiração que chega desavisada
cada passo é uma cilada que te diz a direção
ou não!...'

:x

13.3.08

.as águas de março fechando o verão.

não sei se é a chuva na vidraça, não sei se é o cinza que insiste em carregar o dia, ou se é aquele vácuo que a saudade tem deixado escapar por aqui, mas alguma coisa teima em me trazer lembranças que eu já não quero e finjo tentar esquecer, pra quem sabe assim, esquecer. não busco as lembranças, não vejo fotos, não sinto o cheiro e não procuro nada que me faça lembrar o que passou ou que me faça sentir falta do que ainda não aconteceu, tudo simplesmente surge em mim sem que eu precise me mover pra longe... é a velha história dos filminhos antes de dormir... tudo em vão.
eram tantos sentimentos bons, tanta euforia, tanta sinceridade, tanta vontade, tanto carinho...
tanto...

um final com tanto nada.
tanto vazio.

tanto ninguém.

11.3.08

.maçãs do topo.

“Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados… (…) Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”
(Machado de Assis)

9.3.08

feliz aniversário, carol.

2.3.08

.sábado à noite.

acho graça nos dias que antecedem meu aniversário. é aquele turbilhão de sentimentos percorrendo cada pedacinho meu, manifestando-se ora como cócegas, ora como calafrios. não pelo aniversário em si, mas por tudo o que significa essa etapa-fase-sei-lá-como-definir, o ano que vai e o outro que chega. as conquistas que são planejadas; certas atitudes que mudam; as pessoas que surgem; as especiais que permanecem; as histórias que marcam; os cheiros que remetem a lembranças do que já foi; a vontade do novo que ainda vai acontecer.

a descoberta!!!!!

viva!!

noite de sábado como a muito não acontecia. madrugada musicalmente alcoólica de gargalhadas, histórias e nostalgia em tons coloridos.

27.2.08

anybody seen my baby?

23.2.08

‘...as palavras vêm de lugares tão distantes dentro de mim que parecem ter sido pensadas por desconhecidos, e não por mim mesma...’
Clarice Lispector


...
então, se você não entende e nem sente o que eu sinto, o x vermelho, no canto superior direito da sua tela, faz muito mais sentido pra você.

19.2.08

.sobre o meu vício de você.

uma relação que não é de hoje, que não é saudável e que fica nesse vai e vêm mudando constantemente os meus sentidos. já fomos felizes, já brigamos e também já ficamos assim, ‘estáticos’, sem reação, sem emoção. insisto em te procurar achando que você é capaz de sumir com meus problemas mais confusos e é tudo em vão. é uma camuflagem vazia de tudo, onde, sozinha, gozo da felicidade artificial que você me proporciona toda vez que estamos juntos. sinto saudades, não nego. afinal a nossa história, como eu já disse, não é de hoje e tão pouco termina aqui. mas eu sei que aos poucos, como foto velha, você vai perdendo a cor...
até sumir...


de mim.

18.2.08

.cupido.

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu

16.2.08

observei o céu cinzento e caminhei lentamente sentindo a chuva invadir cada pedacinho de pele arrepiada pelo vento gelado ao mesmo tempo em que um arco-íris, a algumas quadras dali, tentava, tímido e delicadamente, abraçar a cidade.
fez a diferença no meu dia.

11.2.08

.assim que quer, assim será.

fechou a porta pouco se importando com o que ainda restava dentro daquele pedaço vermelho e pulsante. fechou a porta como quem fecha a casa velha e vazia.. sem despedida.. sem saudade. fechou a porta e assim foi. sem nenhum abraço antes do adeus. sem nenhum último olhar que o fizesse captar qualquer frase perdida entre as milhares de frases que brotavam daquela cabeça confusa de sentimentos, e que, boca e mãos não conseguiam transmitir. sem nenhuma palavra de carinho... sem nenhum sorriso... fechou a porta pouco se importando e nem fazendo questão de se importar... sendo egoísta como talvez ela deveria ser pra ser alguém mais feliz, [talvez?].

em segredo, com aquela voz tímida, ela me confessa um último pedido; que jogues a chave fora, [afinal se desfazer de algo não parece tão difícil pra você...], que ela certamente fará o mesmo com todas as cartas de sentimentos declarados que você nunca chegou a ler, com todas as frases e entrelinhas que diziam explicitamente o que hoje você não quer mais ouvir. todos os sorrisos, todas as cores, todos os cheiros, planos e vontades... tudo o que a fazem lembrar você... um par. lembranças que já não são de muita serventia nos dias de chuva.. nos dias de sol.


e jogue a primeira pedra quem nunca costurou o coração com um retalho de tecido qualquer..

fechou a porta..


trancando cores e sorrisos.

24.1.08

.dispenso a previsão/aceito a condição.

preenchi alguns vazios com doses de antigos vícios. pedaços de saudades colei com esparadrapo e em cada esparadrapo todas as frases que me lembram sorrisos...
faltam algumas cores, mas as poucas e fiéis que ainda fazem parte dos dias (que se arrastam no calendário empoeirado), me acompanham como se isso amenizasse o que acontece aqui dentro. inusitadamente algumas músicas tocam ao fundo mexendo com todos os sentidos que ainda me restam, quando nem o barulho das ondas nas pedras consegue mais roubar a minha atenção.

dias de sol e noites de insônia.
às vezes não quero ir embora.
parece que aqui deste lado é mais fácil e menos doloroso pra mim.

mais uma onda vem.
mais um dia que termina.
mais um pouco de saudade aqui dentro.

quando cicatrizar, o sorriso vai falar por mim.

(ele não falha... se engana, talvez.)

13.12.07

até 2008.


:*

12.12.07

muito obrigada, mesmo.

25.11.07

não é necessário muito pra manchar um, de um par.


(só por hoje queria ser mais pé no chão.)


os planos voltam para as folhas rabiscadas e lá permanecem.
fecha caderno, fecha gaveta.
(respira)

23.11.07

.swiiiiinga!.


eu já havia desistido de ir ao show, meu ânimo para diversão tinha ido embora com o vento e se espalhado por aí. mas, nada como um bom chacoalhão, do homem mais importante da minha vida, pra me despertar. do outro lado da linha ele aflito e todo fofo me dando conselhos com aquele sotaque e voz de pai sério, mas que ao mesmo tempo se derretia a cada soluçada que eu dava.
(...)
'...saia pra sorrir e deixe essa 'dor de cabeça' pra quem gosta de dor de cabeça...'

e assim foi.

'só vamos embora quando tudo terminar'



dores nas pernas e zumbido no ouvido.

19.11.07

.por um segundo mais feliz.


cada felicidade tem o seu momento de cantarolar pelos cantos, de fazer planos, de roubar sorrisos, de ter o privilégio de ser o primeiro pensamento do dia e o ultimo da noite. é a felicidade que tem lugar em todas as conversas, em cada comentário, nos pequenos detalhes da imaginação inquieta e em cada suspiro que escapa durante o dia. é a felicidade que embeleza a alma destacando os olhos que brilham e as bochechas, que de tantos sorrisos, ficam rosadas. é a felicidade que não se compra, não se rouba e não se acha em qualquer lugar. é a felicidade que se conquista, que se deixa conquistar. é a felicidade estampada com letras garrafais que contagia desde o porteiro do prédio até o gerente do banco.

foi assim quando tirei 10 no tcc; quando me formei; quando namorei pela primeira vez; quando tirei as rodinhas da bicicleta; quando perdi o primeiro dente de leite; quando fiz as pazes com uma amiga; quando fui tia (5 vezes); quando me apaixonei pela primeira vez; quando fui ao show da banda preferida com minha melhor amiga; quando viajei com a outra melhor amiga; quando dirigi o carro do meu pai pela primeira vez; quando resolvi ser alguém melhor; quando aprendi a pedir desculpas; quando consegui meu primeiro estágio; quando ganhei uma festa surpresa; quando eu mato a saudade; quando o vocalista da minha banda preferida me chamou pra conversar; quando fiz a viagem dos sonhos;... ... ... ... ... ...

são inúmeras as felicidades que vieram, ficaram, passaram e ainda estão por vir. de todos os tamanhos, cores e formas. todas capazes da mesma sensação que eu nem sei explicar, mas contagia só de olhar. não sei quanto tempo dura, só sei que faz bem todo o tempo que estiver comigo e que, cada pedaço dela vale muito a pena porque é sincera. é nela que está o melhor sorriso, melhores frases, melhores olhares, melhores trocas de carinho, os melhores momentos que serão guardados pra sempre. é o meu melhor para a melhor sensação que droga nenhuma é capaz de causar e dinheiro nenhum é capaz de comprar.

é a felicidade das pequenas coisas que fazem a grande diferença em um dia que tinha tudo pra rotineiro.

17.11.07

a vida é muito rápida, faz a gente ir do céu ao inferno em questão de segundos...

12.11.07

.suposta declaração (de amor) aos pedaços.



'...uma felicidade inquieta que festeja aqui dentro com balões coloridos, confetes e serpentinas; que faz cócegas só de olhar e imaginar tudo o que ainda está por vir. invade cada pedaço meu sem pedir licença, sem bater na porta, sem ser anunciado. me rouba o sono, me faz perder o ar e muitas das palavras que ainda tenho pra falar, só o silêncio do momento certo vai falar por mim. quero ouvir os sinos, as batidas do coração acelerado. quero o suor frio nas mãos, as pernas bambas... o arrepio que dança por todo o corpo. quero que você saiba da intenção dos meus sorrisos, quero que se perca em meu olhar.. que não peça nunca pra te soltar.

quero uma canção que te traga pra perto...'
(bochecha rosada)

10.11.07

.sobre perdas, mas só algumas.

algumas coisas perderam a graça, perderam seu charme e seu encanto. algumas pessoas perderam o posto de primeiro lugar, perderam os sorrisos que já não são mais capazes de causar. alguns lápis perderam a ponta, perderam a cor. algumas jóias perderam o brilho, perderam o valor. alguns pensamentos perderam o rumo, perderam os sentidos.

eu perdi o nexo.
estou perdendo o amor próprio.
não sei mais o que perdi, mas preciso me segurar com os dois pés no chão.


queria acreditar que a culpa não é minha, mas finais de semana são depressivos, melancólicos.
sai daqui e feche a porta.

9.11.07

~
hoje estou egoísta e vou guardar tudo só pra mim.

já que o 'mim' ainda não é 'nós'.
~

5.11.07

hoje, 15:19

3.11.07

.vazio.

queria fazer esse silêncio berrar nos mais escuros becos. esse silêncio que me prende longe dos seus braços e me cega dos olhares que não posso ver. o silêncio que me afasta de onde eu queria estar. que distancia minhas mãos das suas. o silêncio que é gritante, que maltrata e apaga os sorrisos mais sinceros. o silêncio vazio, sem abraço, sem olhares, sem o toque. o silêncio que sufoca. o silêncio das frases que magoam. o silêncio das lágrimas em um canto qualquer do quarto escuro. o silêncio do coração acelerado e da sensação de ser inútil. o silêncio sem cor, sem nome ou sobrenome.



o silêncio que eu nunca mais quero pra mim.

31.10.07

.queria saber.

quando é hora de parar; o que acontece quando os sentidos se perdem no primeiro sorriso do dia; controlar o que perdeu o controle; que não existe resposta pra tudo e que nem tudo merece uma resposta. queria saber não precisar saber de certas coisas que apagam o sorriso e tornam um dia ensolarado no mais cinzento dos dias.

eu nem queria saber de tanta coisa assim.

só queria saber da parte que me agrada. e ela vai desde a forma como você fala comigo até o modo como você me faz sorrir. desde as nossas vontades em comum até chegar aos segredos que você nunca ousaria contar. queria saber sobre a sua boca também. e se não fosse pedir muito, saber sobre seus olhos. os dois.

mas hoje, o que eu queria mesmo, [além de um chocolate bem suculento e calórico], era saber o que a chuva quis me dizer no começo da tarde, quando resolveu molhar meu braço e espelhar um longo arrepio pelo corpo.

25.10.07

.

quando alguém se deixa cativar corre o risco de chorar um pouco.

22.10.07

.cores nos meu dias.

céu laranja com fundo cor-de-rosa. flores amarelas na grama verde do vizinho. balas coloridas no potinho transparente da cozinha...

cores.
cores perfumadas.
cores com sabores.
cores que dizem tudo.
cores que não dizem nada.

escolha a cor que te convém, meu bem.
e me diz, em segredo, qual será a cor do momento, quando o (nosso) momento chegar.

19.10.07

.vermelho.

tentar me desligar. cortar o fio do 220v e substituir por um sem muita potência, mas fácil de queimar em dias de chuva na vidraça e céu metalizado.



tentar.

18.10.07

.te roubar pra minha história.

ao abrir a porta, um cheiro de nostalgia com perfume doce me fez sorrir. as paredes azuis continuam azuis. um azul meio apagado, mas ainda assim, azul. as fotos já não estão onde há muito tempo estiveram, tudo está vazio. no guarda-roupa algumas poucas mudas de roupas, algumas lembranças e muitas caixas de tamanhos e cores diferentes.

tentei resistir.

no chão gelado me senti como a muito não me sentia, escolhi a caixa mais colorida e aos poucos fui revivendo um passado distante. fotos, muitas fotos de quando eu nem imaginava o que ainda estava por vir. fotos de pessoas e situações que já foram e não voltam mais. bilhetes que outrora eram espalhados pelas paredes do quarto, pelos cadernos ou dentro de envelopes perfumados, todos com adesivos coloridos que tinham a intenção de grudar pra sempre o pra sempre que já passou e que perdeu a cor, como uma foto velha..

uns vão para que outros venham. os que ficam certamente são como pequenos pedacinhos que nos faltavam e que vamos encontrando pelo caminho que a nossa estrada segue.
senti saudade, mas não muita.
fui pro bar e tudo passou.

15.10.07

.um ano.

tempo suficiente para que muita coisa mude. para que aquela volta se complete. para que tudo tome outro rumo, outra direção. tempo para que novas pessoas cruzem a nossa estrada. tempo para novas conquistas, novas desilusões, novas felicidades e tristezas. tempo para rever conceitos, voltar atrás ou esquecer o que passou. tempo para que as quatro estações entrem pela janela aberta ou pela fresta na porta que ainda não foi fechada por completo.

tempo.
tempo.
tempo.

me acompanha sem pressa, sem a agonia de não saber esperar, sem a ansiedade que rouba o sono. eu espero e repito que tudo tem o seu tempo.

tempo.
tempo.
tempo.

tempo para os sorrisos, os abraços, os segredos, o silêncio, os olhares, as pessoas. tempos assim eu guardo como uma fotografia no espaço reservado para as coisas boas, aquelas que me roubam o folêgo quando me fazem feliz.

não lembro quanto tempo faz ou como começou, mas me faz bem o tempo que dura.

7.10.07

.fez-se esse nó.

não lembro quando foi a última vez que desenhei em tons de vermelho. hoje, depois de tudo, o fiz e sorri. um sorriso bobo, meio borrado e salgado de lágrimas. as últimas que ainda insistiam em cair fazendo pequenas poças nas folhas rabiscadas de histórias, trechos de conversas, piras, segredos, vontades, músicas e supostas soluções para problemas que minha cabeça cria, quando está vazia. eu já nem sei mais até que ponto estou sendo cabeça nas nuvens e pés no chão. não sei. não sei se faço a coisa certa quando perco o rumo dos pensamentos, quando me perco em meio a vômitos sentimentais em folhas de papéis espalhadas pelo quarto ou...

quando sou eu mesma quando falo com você.


não sei.
não sei.
não sei.


não encontro as respostas.
não encontro o meu sono.
não me encontro.


mas..


‘eu sei me perdi...’

6.10.07

.eu vou bem. e você?.

quando você faz o bem, quando você se relaciona com as pessoas certas, quando o seu pensamento é positivo, tudo tende a ser melhor. os dias se tornam mais felizes, cheios de cores e sorrisos. os problemas tornam-se planos e os planos tornam-se a realização de ser alguém capaz. capaz de ser melhor, capaz de ver os sonhos se realizarem pouco a pouco, capaz de acordar de bom humor em uma manhã tumultuada de segunda-feira.



alguém capaz de ser feliz para si e para os outros.

3.10.07

.o dia em que o dia termina bem.

29 de novembro - mombojó fnac - curitiba
30 de novembro - mombojó - curitiba


e claro, muitas outras coisinhas boas, que, só quem é especial sabe.

1.10.07

.e agora o amanhã, cadê?.

ouço a mesma musica centenas de vezes. as horas não passam como deveriam passar. mais um final de semana que termina assim, vazio. inútil como os inúmeros controles remotos que estão espalhados pelo chão da sala. intactos e mais uma vez, inúteis. nenhum me levará para onde a minha mente já foi faz tempo. nenhum é capaz de mudar a freqüência das idéias que se perderam assim que eu perdi o controle de tudo.
me perguntam sobre os sorrisos, eu respondo sobre você. sobre as vontades. sobre a distancia. sobre a ausência.


sobre estar só, (eu sei).

26.9.07

o que eu faço com toda essa vontade que eu tenho de você?

24.9.07

.colorida artificialmente.

talvez fosse melhor engolir a dor junto com o remédio, atando tudo ao nó que fica preso na garganta.

e me sufoca.

remédio amargo para uma felicidade colorida artificialmente..

20.9.07

.acaso é amigo do meu coração.


mais feliz eu seria se a tua casa fosse na rua de cima..

o trajeto até lá seria uma viagem quase que sem fim. seria como seguir o arco-íris, pouco importando a distância, apenas apreciando todas as cores e belezas até chegar ao tão esperado pote de ouro, no meu caso, a minha felicidade, você. não sei quando foi que perdi o controle de tudo, mas prefiro tudo assim, já que o 'assim' é o menos longe que minha imaginação me permite..

ninguém precisa entender.
ninguém precisa questionar.
nada precisa fazer sentido quando meu sorriso fala por mim.

eu só queria uma distância mais curta.

17.9.07

.talvez amanhã.

queria tanto que tudo estivesse bem. queria você aqui. queria eu aí. queria nós dois em todos os lugares possíveis e imagináveis. queria você, assim, sem precisar falar nada, só olhar e congelar a imagem pra mim, pra nós dois. queria cuidar de você. queria conhecer de perto os teus defeitos, escutar tua risada, aprender as tuas gírias, me apaixonar pelo teu sotaque..
queria te contar meus segredos, te fazer rir dos meus medos...
queria você.


continuo querendo.

13.9.07

.fazer o bem sem olhar a quem.

a felicidade está totalmente ligada com a capacidade que você tem de ser bom.
e se você não for, desista.

29.8.07

~

'...a memória de um peixinho dourado dura só três segundos. então, depois de uma volta pelo aquário, tudo é novidade. cada vez que dois peixinhos se vêem, é como se fosse a primeira vez. assim como nos humanos. cada nova paixão é como se fosse a primeira. uma reação química apaga a lembrança da ultima dor de amor, e nos pensamos: puxa isso é maravilhoso, é novo, é diferente...'
(do filme todas as cores do amor)

19.8.07

morreu na contramão atrapalhando o tráfego...

13.8.07


é chato ter você aí longe, saber que o dia vai terminar e eu não vou te ver quando por do sol chegar...
me deixa (ins)pirada.
adoro.

10.8.07

.seu rosto é mais bonito rindo.

várias estações em uma só. vários sentimentos em um só. várias vontades em uma só. confusão! isso me acompanha desde sempre e certamente, pra sempre. há quem diga que me acha tão certa das coisas que quero, puf! eu quero ser feliz, essa é a única certeza. ser feliz pra te fazer feliz. ser feliz com você, com ele, com ela...com a gente. parece simples e fácil, né? e é! a gente é que complica tudo. mas é essa complicação toda que tempera tudo, que deixa o gosto de quero mais... e mais... e mais... e mais, até que vicia. brilha os olhos, rouba sorrisos, falta o ar, nos leva pras nuvens mais altas e com os formatos mais fofos, dá insônia e contagia quem está de fora assistindo a tudo.
não custa caro, mas vale muito.

3.8.07

.minha ilha perdida é aí.

não é fácil controlar um sentimento que, apesar de não entender muito bem, sempre vivi da forma mais intensa e sincera. me sinto feliz pelo bem que tu tem me feito, pelos ciuminhos (cof), pela vontade que só aumenta. é engraçado, a gente não escolhe por quem o coração vai bater mais forte e acho que se fosse pra escolher, não seria tão perfeito assim, mesmo com tantos defeitos, com tantas diferenças, com tanta distância. a gente não escolhe por quem os olhos vão brilhar dia e noite. (suspiros) a gente não escolhe. acontece. acontece da confusão de sentimentos bons estar fazendo parte dos meus dias, assim como os sorrisos bobos e as borboletas que ficam inquietas com suas frases soltas que me fazem perder a respiração. as lembranças dos três dias que ficamos juntos, que como você mesmo disse, pareceram meses, teimam em passar como frames na minha cabeça tendo como tema toda e qualquer música fofa que me faz lembrar você.

somos tão diferentes, mas com um encaixe tão perfeito.

me explica?
me explica o que é isso tudo. me explica o teu jeito, teu perfume, teus defeitos e manias.
me explica o que é essa vontade de te roubar pra mim toda vez que você diz..



...todas aquelas coisas que você diz.
te adoro. :*:

31.7.07

.buenos aires continua linda.

buenos aires do caminito, do obelisco, dos alfajores, dos sorvetes de dulce de leche, dos cafés, de san telmo, dos cassinos, dos porteños... ai ai! buenos aires do frio elegantes, da moda, da arte, do tango, das cores, do xaveco, da descontração e da quilmes gelada.
a mais européia das cidades latino-americanas, localizada logo ali, na margem del rio la plata, junto à embocadura do riachuelo. o rio é parte essencial da identidade portenha o que torna ainda mais importante e charmosa as antigas docas de puerto Madero, berço da mais perfeita tradução da alma portenha - o tango.

um 'quê' europeu invade a cidade e está presente nitidamente nos seus traços, nos seus habitantes, no design dos prédios antigos, no charme dos seus cafés e na civilização de seus cidadãos. uma cidade linda, cheia de mistérios, belos horizontes e segredos. caminhar é a melhor forma de descobrir buenos aires e assim adquirir intimidade com tudo e com todos.

estou de volta.

porteña, com mais de 700 fotos na máquina e km de saudades.
é pra lá que eu vou fugir (com você).

11.7.07

.f é r i a s.

mi buenos aires queriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiido...


fui pra buenos aires, o resto eu esqueci!


=}

7.7.07

.silêncio.






4.7.07

.família ê, família a.

ficar empolgada com coisas pequenas e simples que nos deixam sem fôlego por mais de três segundos é lindo! apesar da mudança repentina de humor, ora feliz e meiguinha, ora furiosa e irritada, o dia começou bem. meus pais estão pra chegar hoje, a qualquer hora. coração na boca, uma saudade sem fim e vontade de colo. tanta coisa pra ser conversada, tanta coisa que eu vou ter que ouvir, mas mesmo assim hoje sou só sorrisos. o bom de sempre ter eles por perto e de fazer os programinhas família de sempre, é que passo a fazer parte ainda mais da vida em comum que nós temos. passamos a enxergar dentro do outro, descobrindo todos os pontos fracos sem fazer com que isso seja algo ruim. me sinto boba quando falo deles. o sorriso, quando estamos juntos, é o mesmo de quando eu tinha seis anos e meu pai me levava pra comprar doces na argentina, aqueles pirulitos gigantes, que na minha imaginação eu levaria um mês pra acabar com tanto açúcar colorido. aquele abraço capaz de segurar o mundo é como se fosse a última melhor lembrança que pudesse ter na vida. a minha família é o meu porto-seguro, onde eu não preciso ter medo de errar. é onde eu posso confiar, apostar, acreditar e investir. é pegar aquela caixa antiga de fotos e achar vários detalhezinhos parecidos. família é aquilo que tenho de mais bonito e também de mais forte. me segura, me põe pra frente, me deixa feliz por tão pouco.


é vontade de estar ao lado um do outro o tempo todo para não se perder nunca.

30.6.07

.amor de muito.

preciso começar de onde parei. não lembro onde parei e começar está se tornando algo difícil. difícil, não impossível. aos poucos estou ajustando aqui e ali. é engraçado. parece que nasci outra vez. muitas das mesmas coisas de sempre são como situações novas, pois as atitudes são novas e algumas pessoas também, pelo menos ao meu ver. mas não é fácil apagar tudo e quase todos assim, de uma outra pra outra. como já disse, é difícil, mas não impossível. e não é um apagar de não manter contato, apenas apagar o que foi e transformar tudo em novo. novas situações, novos cenários, novos dialetos. nova forma de ver o mundo com os mesmos olhos, mas com outra visão. hoje, naquele parque, bateu a saudade. saudades de um passado recente. saudades das risadas inocentes, quando deitávamos na grama sem pressa de ver o tempo passar. nós nem ligávamos para o tempo, era como se o tempo parasse ou simplesmente nem existisse. é impossível ir pra lá e não lembrar das cenas, dos detalhes, do cheiro, do vento frio, de você. você que tem feito uma falta enorme nos meus dias. dias esses que parecem tão vazios com a sua ausência. ausência no seu lugar à mesa, nas conversas bobas na sacada, nos apertões, nos carinhos, nos abraços, nas voltas sem rumo pela cidade.


tudo tem sido um aprendizado.
tudo tem sido uma só certeza.

amo você e é pra sempre.

26.6.07

.20mg.



fobia social ou timidez patológica é uma condição comportamental em que a pessoa apresenta medo, ansiedade e grande timidez de se expor socialmente. a essência dessa fobia é o medo extremo de ser examinado pelos outros em situações sociais e/ou de performance pessoal, com subseqüente embaraço ou sensação de humilhação, o que freqüentemente culmina na esquivação destas situações ou severa ansiedade com sintomas autossômicos.
a fobia social gera grande incerteza. a pessoa sabe que, inesperadamente, pode se deparar com uma situação perigosa, embora procure se cercar de defesas, e de evitar ao máximo os contatos sociais. a vida e as obrigações da pessoa nem sempre possibilitam essa prática, assim, as crises de ansiedade acabam ocorrendo. a maioria das pessoas que portam fobia social vive em permanente estado de perigo.
o prejuízo na atividade social de pessoas portadoras da fobia social pode chegar ao extremo do isolamento. nas situações sociais ou de desempenho temidas, os indivíduos que sofrem dessa patologia experimentam preocupações acerca de embaraço e temem que outros os considerem ansiosos, débeis, malucos, metidos ou estúpidos. o medo de falar em público pode ser em virtude da preocupação de que os outros percebam o tremor em suas mãos ou voz. podem ainda experimentar extrema ansiedade ao conversar com outras pessoas pelo medo não saberem se expressar como gostariam. os sintomas de ansiedade que surgem nessas situações costumam ser palpitações, tremores, sudorese, desconforto gastrintestinal, tensão muscular, rubor facial, entre outros sintomas.
jovens com quadros de fobia social podem iniciar o uso abusivo de drogas ou álcool, pois percebem que com isso se tornam menos ansiosos e inseguros. esse uso abusivo com o tempo se torna freqüente, como uma tentativa de ‘auto-medicação’ contra os sintomas do transtorno e isso pode se tornar uma armadilha sem volta, podendo o jovem vir a se tornar um dependente químico/alcoólatra.
há muitos tratamentos para a fobia social, porém os mais usados caem nas categorias de tratamento medicamentoso, tratamento psicoterápico ou numa combinação dos dois.

24.6.07

.domingo delícia.

fazia muito tempo que não passava um domingo tão delícinha assim.
sorrisos, olhares, cores, pessoas, dotes culinários, sofá, edredom, abraços, carinho, saudades...
enfim, um domingo delícia.
ai ai..

e o domingo nem acabou ainda...


;}

sem você a emoção de hoje é pele morta da emoção do passado

21.6.07

.to te confundindo pra te esclarecer.

penso uma coisa e escrevo outra, só para ter o prazer de saber que você entendeu uma terceira coisa.

20.6.07

.amanhã e depois e depois e depois e..

é clichê, eu sei, mas amanha começo um novo dia. um dia com mais cores, mais sol, mais céu azul, mais alegrias, mais risadas verdadeiras, mais algodão-doce, mais amor a mim mesma. chega de fazer mal a quem me quer bem. chega de fazer mal a minha própria vida. demorei muito tempo para perceber o quanto eu estava me afundando em um buraco escuro e frio, quase sem volta que me afastou de quem eu realmente sou, de quem eu realmente amo. demorei muito tempo pra pedir ajuda. o que faço com todos esses anos que perdi? o que faço com todo mal que já causei? o que faço com as cicatrizes de outras pessoas? são muitas as perguntas e agora eu começo a caminhada em busca das respostas. respostas essas que eu evitava. me esquivava para que nenhuma delas me atingisse e assim eu pudesse continuar nesse mundinho de fantasias. não me arrependo. fui feliz. mas sei que tenho potencial para ir muito além, afinal não preciso me esconder atrás de nada para obter a minha felicidade. está sendo difícil e a tendência é piorar, mas sei e vou conseguir colocar na minha cabeça que posso ser feliz de outra forma. não preciso sofrer para ser feliz. não preciso que outras pessoas sofram para que eu seja feliz.


quero e vou ser alguém melhor.

17.6.07

você ama quem você ama, não importa porque você ama

14.6.07

.passa amanhã.

sorte de hoje:
só prometa o que pode cumprir.




as promessas eu deixo pras beatas e cia.





f r a c a s s o.

11.6.07

.cheia de nada e vazia de tudo.

eu não tenho produzido como gostaria. minhas idéias por não serem compatíveis, não agradam. eu não sei copiar, não me peça para fazer isso. aliás, isso foi como um tabefe na bochecha esquerda. minha criatividade vai além da onde a do vizinho parou. estou emocionalmente abalada. me recuperando dos baques dos últimos dias. reerguendo meu murinho da esperança. sentindo saudades. sendo forte e acreditando que no final do arco-íris tem um pote de ouro sim, repleto de riquezas impossíveis de pegar com a mão, mas que você vê o efeito delas refletido em um sorriso sincero.

quem precisa de um namorado no dia 12/06 quando se tem a melhor família do mundo?

não troco por nada.
vale mais que tudo.

10.6.07

e foi dificil ter que te levar àquele lugar

as mulheres foram feitas de uma costela de adão.
nós tias, da costela de uma mãe.




coração em mil pedaços
:~

5.6.07

.o que me alimenta, me distrói.

insônia + falta de apetite + mal-humor = um dia sem você.

3.6.07

.um desejo.

'give me a reason to love you
give me a reason to be... a woman
i just wanna be a woman'

2.6.07

O.Õ

aos seis anos de idade tive uma cachorra chamada Pupila.

hoje, isso explica muita coisa.

30.5.07

queria ser teu cachecol nos dias frios.

23.5.07

.carol cañete.


nas páginas da sua revista da mtv.

agora só para assinantes (ou na fnac mais próxima), cof.


feliz?

=)

22.5.07

b a b a c a.

13.5.07

t u d o v e r m e l h o

10.5.07

.esse colorido não devia mais me enganar.

mais uma vez. mais uma vez dos suspiros fazendo parte do meu dia. dos sorrisos bobos darem o ar da sua graça entre um sonho acordado e outro. das mordidas na bochecha me deixarem sem graça. mais uma vez boba. mais uma vez de brilho nos olhos durante todo o dia. mais uma vez de silêncio quando o assunto acaba e a vontade é a mesma. do seu perfume na minha roupa quando volto pra casa. dos abraços que não querem terminar. das mãos que teimam em ficar inquietas. dos olhares que se cruzam. da pele. do gosto. da insônia. das implicâncias. das briguinhas que fazem bem.

tudo de novo, mais uma vez.

[cat power - maybe not]

6.5.07

.esse é o reino da alegria.

:~

2.5.07

.m ú s i c a.

meus post tem aparecido sem música por aqui, mas longe de pensar que meus dias estão sem trilha sonora. pra onde eu vou, o mp3player vai junto. aqui é música vinte e quatro horas por dia. mas minha trilha, ultimamente, tem parecido tão íntima que considero em vão a hipótese de dividir com mais alguém (que não seja você). letras de amor que fazem sentido. suspiros apaixonados de acordes inacabados. melodias dançantes que me fazem flutuar. é tudo música. música nova; música velha; música pra sorrir; musica pra chorar. todas capazes de todas as sensações ao mesmo tempo. todas naquele ritmo tímido que me embala tão bem. todas que se encaixam perfeitamente no giro da minha roda gigante. apenas música, alimento essencial, saudável e nutritivo pra alma e pro coração.





músicas pra imaginação, eu e você em um só ritmo.
(a viagem pra foz foi muito boa, obrigada).