11.2.08

.assim que quer, assim será.

fechou a porta pouco se importando com o que ainda restava dentro daquele pedaço vermelho e pulsante. fechou a porta como quem fecha a casa velha e vazia.. sem despedida.. sem saudade. fechou a porta e assim foi. sem nenhum abraço antes do adeus. sem nenhum último olhar que o fizesse captar qualquer frase perdida entre as milhares de frases que brotavam daquela cabeça confusa de sentimentos, e que, boca e mãos não conseguiam transmitir. sem nenhuma palavra de carinho... sem nenhum sorriso... fechou a porta pouco se importando e nem fazendo questão de se importar... sendo egoísta como talvez ela deveria ser pra ser alguém mais feliz, [talvez?].

em segredo, com aquela voz tímida, ela me confessa um último pedido; que jogues a chave fora, [afinal se desfazer de algo não parece tão difícil pra você...], que ela certamente fará o mesmo com todas as cartas de sentimentos declarados que você nunca chegou a ler, com todas as frases e entrelinhas que diziam explicitamente o que hoje você não quer mais ouvir. todos os sorrisos, todas as cores, todos os cheiros, planos e vontades... tudo o que a fazem lembrar você... um par. lembranças que já não são de muita serventia nos dias de chuva.. nos dias de sol.


e jogue a primeira pedra quem nunca costurou o coração com um retalho de tecido qualquer..

5 comentários:

Julio. disse...

bom que leu...
=)

Diego Guime disse...

muito bom o texto.
gostei mesmo.
continue assim.
beijosssss

Kellen Lopes disse...

Eu não costurei! :/

Rui Bittencourt disse...

ei... viu o concurso de fotografia da Gazeta?
Devia participar, menina...
Tu ganha de olho fechado!

Rafael R disse...

Ataquei a pedra: eu nunca costurei um coração. Medicina nunca foi o meu forte, certamente. :(