14.12.08

.menino bonito.

como já disse Clarice, algo como: `as palavras vem de lugares desconhecidos de mim...`. acho que dá pra entender um pouco do que se passa por aqui, ao mesmo tempo em que não tenho tempo. a bagunça já está feita e tenho me perdido facilmente entre confetes e serpentinas, abraços e sorrisos e na calmaria do amanhecer do sol. é. você realmente mexe comigo em qualquer hora do dia, principalmente nos dias sem noites dormidas. parece que aprendi a escrever quando estou feliz, mesmo carregando em minha cara um sorriso bem grande que revela alguns segredos.


os melhores talvez.

escondo os calendários pra não saber que dia é. conto segundos. perco a hora. sorrio para o celular e fico ansiosa quando estou longe. ouço a mesma música e leio a mesma mensagem mais de mil vezes. guardo as melhores partes pra mim, os melhores olhares e cada gesto em sua perfeita harmonia.

sou eu mesma. sem frases feitas ou photoshop. os melhores momentos máquina fotográfica jamais conseguiria registrar.

já ouviu falar nos olhos do coração?

o flash deve ser esse brilho todo...

12.12.08

.cabeça pra cima ou de cabeça pra baixo?.

quatro e vinte da tarde, uma sexta-feira de um doce dezembro. o sol ardido era embalado pela orquestra imperial. escolha dele. às vezes quietos, como se já soubéssemos o que todo aquele silêncio queria dizer. às vezes falantes, dividindo segredos e gargalhadas num mundo particular recém descoberto. é a velha história das borboletas, dos olhos que brilham, da pele que está bonita, dos pés nas nuvens...


...do sorriso bobo.
a felicidade nas pequenas coisas é a melhor parte de se estar viva. pisar na grama em um dia de sol. andar por outras ruas com novas pessoas. cheiro de chuva e café com leite. retribuir sorrisos e abraços. sentir saudades e fazer o que se tem vontade...

cerveja gelada, uma música que nos faz feliz e alguém pra jogar conversa fora.

tenho que fazer uma lista.

era só pra dizer que a felicidade continua por aqui, sem previsões de chuvas ou trovoadas.

10.12.08

diz:
sou afim de te ver!




;)

9.12.08

.e agora o amanhã, cadê?.

mal se passaram vinte e quatro horas e a vontade que eu sinto de você é tão intensa, que foge de meu alcance tentar segura-la. como se o esforço de minhas mãos fosse em vão e o meu desejo fosse mais forte do que qualquer bebida alcoólica que me acompanhou durante toda a noite, na tua ausência. me explica o que é tudo isso. me explica o teu perfume, o gosto da tua boca e o claro desses olhos que eu me perdi.



não quero saber do amanhã.
meu sorriso de felicidade é hoje.

8.12.08

.podia ter sido um domingo qualquer.

..não foi.


segunda-feira com cheiro e gosto de felicidade clandestina. a cor do dia estava propícia, assim com cada detalhe na mais perfeita ordem, para uma segunda-feira com cara de sábado. a bagunça sempre é bem vinda acompanhada de um sorriso escondido, de um olhar disfarçado.



cores que eu não sei o nome.

7.12.08

próximo!

29.11.08

.carvão e essência.

-
Por que não vem me ver?
Eu quero te escutar.
Preciso de alguém pra mim...
Por que não vem me ver?
Eu quero te abraçar.
Preciso de você pra mim.
-
uma casinha simples, daquelas de fotografias antigas. o vermelho da terra se misturava ao verde das plantas que se perdiam ao mesmo tempo na cor sépia do dia. era um domingo. especial, como tem sido todos os domingos. tomei um sorvete enquanto te esperava. atrasada como sempre, um desses defeitos que ficam lindos em você. caminhamos em direção as palavras soltas, aos segredos, risadas e estrofes desafinadas de músicas nossas. entre um cigarro e outro, passos curtos e longas conversas. sorrisos e olhares curiosos, como na maioria das vezes que estamos juntas. não sei se são as cores ou se são os sorrisos, mas a bagunça de tudo se faz perfeito na desarmonia.

tua ausência se faz presente em ocasiões especiais, pois afinal, com você tudo era assim, especial. sinto saudades da gargalhada frenética e o sotaque estridente e único. saudade do abraço apertado, das juras sobre amizade, dos segredos, das ruas... das cores.

falta um pedaço toda vez que o pôr-do-sol aparece `...tingindo, tingindo...`

não estou triste.


é só saudade.

26.11.08

.alvorada.

*parque alvorada por julio rossi

eu não saberia dizer o porquê nem quando esse lugar se tornou tão especial. um lugar simples, com cores quase desbotadas iguais às fotografias antigas. ali me senti meio criança outra vez, sem medo de parecer boba. com o tempo, foi se tornando um refúgio, onde eu esquecia o cinza da cidade que insistia em ser rotineiro. era ali que eu me desligava e carregavas novas energias. quase um papo de hippie, (sorte a minha que estou consciente). perdi as contas de quantas vezes caminhei naquela direção, de quantas ruas atravessei até chegar lá. algumas companhias especiais. poucas por que são raras. vários momentos meus.

pra mim, o melhor cartão postal. o sincero gostinho de felicidade inocente. a melhor memória que fotografia nenhuma conseguiria registrar.



a saudade boa de sentir.
o sorriso que vale lembrar.
*das pessoas que são raras.

18.11.08

.miopia dos sentimentos.

longe, onde os olhos não alcançam e o coração não sente. onde o abraço é vazio, os dias são sem cores e o corpo não arrepia. ele custa a enxergar nitidamente o que nos parece tão visível a olhos nus.
esfrega os olhos na frustrada tentativa de estar enganado.


é em vão.

todos já viram o que elo não queria ver.


e só você não viu.

17.11.08


8.11.08

nada faz sentido.





se eu não perco os sentidos.

7.11.08

.pra viver em paz.


sempre com a mesma cara. ora pálido como um papel velho, ora vermelho como uma maçã vistosa. as roupas sempre com as mesmas cores, os mesmos tons. ás vezes propositalmente, às vezes felizes coincidências do destino. os lugares, apenas os de sempre é que faziam a diferença nas noites de cerveja gelada. não existia em lugar algum uma razão pra ser diferente, mas também, ele nem conhecia tantos lugares assim. era tímido, inteligente, mas de poucos amigos. gostava muito de música, arte, café e solidão. não namorava, pois acreditava ter desaprendido essa lição durante a cicatrização de um coração ferido. a fuga era constante em suas tentativas de um suposto relacionamento. era como se não valesse a pena, não tivesse graça. eram vazios porque não eram com ela. ela que roubou suas noites de sono, seus sorrisos e segredos. ela que era o primeiro pensamento do dia, o último da noite. e há algum tempo, sem saber muito que rumo tomar, resolveu se isolar. nunca ia pra muito longe, sempre estava por perto. isolava-se em algum pôr-do-sol, algum parque, livrarias.. era sozinho que ele se encontrava ao procurar por algo que nem ele sabia ao certo o que era, ou quem era. era um sonhador nato, daqueles que flutuam leve como o vento. muitas vezes se escondia por meses e depois re-aparecia como que disposto a viver o que quer que fosse. era livre. pensava que um dia, quando não houvesse mais sonhos, (mesmo isso sendo impossível), o próprio destino se encarregaria da tarefa da vida real.

ele não tinha ambições, não guardava dinheiro e nem fazia planos.
apenas sonhava e vivia do seu jeito.

às vezes até dizia estar cansado de viver.

mas hoje.
hoje foi diferente. Jogou fora a mesmice rotineira. deixou pra trás a rotina, os horários, as anotações e alguns sonhos. hoje ele decidiu não se decidir por nada, apenas sentir.


foi dormir leve e feliz.
e de tão feliz parecia que seu coração, de tão acelerado, fosse sair pela boca.



não acordou.

3.11.08

.chuva na vidraça.


a cidade cinza me recebeu de cobertores apostos e casacos com cheiro de saudade. domingo foi dia de pastel, guarda-chuva largo da ordem, poças d'água e preguiça. tudo com gostinho de passado recente. aqui nesse cantinho sempre chove, mas quando faz sol, a primavera sorri lá de fora, mostrando as cores que se misturam entre si.



novembro começou doce.
açucarado, colorido e com vontade de mais um pouco cada vez que o dia termina.

doce novembro.


me pergunto se os meses passaram rápido demais ou se é meu coração que anda acelerado..

Procuro explicar o meu sentimento
E só consigo encontrar
Palavras que não existem no dicionário
Você podia entender meu vocabulário
Decifrar meus sinais, seria bom


a bagunça está feita e eu prefiro sonhar, porque hoje viver me dá preguiça.

29.10.08

.simulacro.

ficadica.

27.10.08

não quero mais estar aqui.

20.10.08

.vazio e momento.

eu precisava sentir isso.

ver o quanto certas coisas e pessoas são em vão, massageiam o ego por diversão; por não saberem sentir o que nos fazem acreditar com palavras enfeitadas, porém, vazias.
sorrisos ao vento, amarelos como o sol....

10.10.08

.deixa o menino brincar.

ele olhava ao redor e pensava: as mesmas coisas. e concluía: mas tudo novo, de novo.
as pessoas mais próximas são as que estão mais longe do que qualquer distância de horas, dias... velhas pessoas, novas descobertas, despedidas, comemorações, nostalgia, ansiedade..
ele evita pensar no que passou. a cabeça mal tem espaço para tantas outras coisas, isso sem falar nas coisas que esquece sem querer... querendo.


'...um coração apaixonado... e não sabe quem eu sou...'


sereno é a palavra certa, assim como os dias de ansiedade, de mensagens confidentes no celular quando a saudade se faz presente, de convites inesperados, de encontro às escondidas, de confições no banheiro, de gargalhadas pela madrugada vazia.

talvez invisível.
talvez sensível e impaciente demais com os donos de suas razões insertas e dúvidas constantes.
arrancou do calendário a mesmice rotineira que já não tem lugar no corre-corre de todo dia.



tudo muda, todo dia.

8.10.08

.foi uma nuvem que passou.

anoitece em certas regiões
a saudade chega pra me lembrar que mesmo longe, não estou sozinha. os sorrisos não me deixam esquecer que cada suspiro tem seu nome gravado em tons de azul púrpura, que se perdem com o vermelho do coração que insiste em bater involuntariamente quando o assunto é você.
nós dois.
teu espaço, vazio, na cama, reclama quando a noite chega.
~

7.10.08

.tanto faz.

tanto faz, se a lágrima é de alegria ou de tristeza.
tanto faz, se o rosado das bochechas é de tímidez ou de raiva.

tanto faz.

tanto faz como tanto fez.

e fez.

e faz falta.

mas tanto faz.

16.9.08

.o grande prazer das 'pequenas coisas'.

estar feliz me rouba toda e qualquer palavra. os óculos escuros e grandes, esocndem os olhos semi-caídos e completamente brilhantes. a roda gigante tem completado os cursos de suas voltas na velocidade que me permite chegar na hora de cada cena, sem perder nenhum pedacinho ou me deixar de fora, escondida atrás do vidro vendo tudo acontecer.
são exatamente 9:35 de segunda-feira; dia de folga para os adeptos! ontem, domingo! ou melhor, Domingaz!! depois da madrugada regada a insônia, uma deliciosa manhã de domingo estava começando às 6:25 da matina. ligo a tv. aquela música, aquela banda. bom dia pra vocês também! primeiro dia na feirinha!!! meu sorriso fala por mim...

domingaz, sol, árvores, passarinhos, pessoas normais, pessoas especiais, chás.... [hahaha]
foi dia de sentir saudades também! dia de abraço apertado, beijo roubado, cosquinhas, sushis, risadas e muito sol.

sonho não se dá, é botão de flor.

sdorei sexta! amo você.
oi! adorei sábado. X)
e pra você aí... adorei domingo! me odeia, mas me ama que eu sei!!


só levo a saudade...


bem.
bem feliz.