16.9.08

.o grande prazer das 'pequenas coisas'.

estar feliz me rouba toda e qualquer palavra. os óculos escuros e grandes, esocndem os olhos semi-caídos e completamente brilhantes. a roda gigante tem completado os cursos de suas voltas na velocidade que me permite chegar na hora de cada cena, sem perder nenhum pedacinho ou me deixar de fora, escondida atrás do vidro vendo tudo acontecer.
são exatamente 9:35 de segunda-feira; dia de folga para os adeptos! ontem, domingo! ou melhor, Domingaz!! depois da madrugada regada a insônia, uma deliciosa manhã de domingo estava começando às 6:25 da matina. ligo a tv. aquela música, aquela banda. bom dia pra vocês também! primeiro dia na feirinha!!! meu sorriso fala por mim...

domingaz, sol, árvores, passarinhos, pessoas normais, pessoas especiais, chás.... [hahaha]
foi dia de sentir saudades também! dia de abraço apertado, beijo roubado, cosquinhas, sushis, risadas e muito sol.

sonho não se dá, é botão de flor.

sdorei sexta! amo você.
oi! adorei sábado. X)
e pra você aí... adorei domingo! me odeia, mas me ama que eu sei!!


só levo a saudade...


bem.
bem feliz.

13.8.08

segredos ocultos guardados no tempo, esquecidos ao vento...




perdidos na saudade.

5.7.08

.sabor felicidade.


pensamentos em meu coração, sentimentos em minha mente. essa confusão é apenas a alma do negócio, fachada, interpretação.
idéias, planos e vontades para um futuro distante. distante entre o hoje e o amanhã. futuro. as mãos transpiram com medo de não conseguir tocar. o medo é só mais um dos defeitos. tenho medo que os planos não possam ser, em seu devido tempo, alcançados. mas não desisto. toco pra frente e vou andando sem rumo, me contradizendo ou contradizendo o que pensei, fui, serei.



enfim.


felicidade bateu à minha porta, e eu, abri.




estou bem.



bem feliz.




feliz e completa.

24.6.08

.que vontade de chorar.

esse clima de partida me incomoda, me faz triste mesmo sabendo que serão só alguns dias. alguns longos, cinzentos e gelados (dias) que se arrastarão.


que me deixarão impaciente, aflita e só.

21.6.08

.leve fuga.

as palavras não saem. nem em pensamentos. como esses que chegam antes de dormir. nem emboladas umas nas outras. como fios de lã. nem escondidas entre as roupas de frio. como dinheiro esquecido no bolso do casaco no inverno passado. nem perdidas em um traço de desenho qualquer. daqueles que dizem tudo. nem enfiando o dedo na garganta. como as vontades que eu sinto às vezes. talvez uma ou outra, das coisas que queria e poderia dizer, surgem quando me pego cantarolando, mas daí é aquele lance: ‘porque não fui eu que escrevi essa frase?’
as palavras se esconderam com o frio. timidamente se espalharam dentro de mim com o vento gelado da madrugada fria. encolheram-se em algum canto meu, esperando o sol do dia seguinte que demora em vir dizer bom dia.
ou simplesmente, perdi as palavras.

7.6.08

.220v.

das vinte e quatro horas do meu dia, quatorze delas estão muito bem ocupadas com os resultados das conquistas que me encorajo a encarar quando coloco na cabeça que é isso ou aquilo que quero pra mim. as outras dez entre um sonho acordado e outro, eu arrumo as crianças pra escola, cuido da casa, vou ao banco, ajudo na lição, seleciono a trilha sonora do dia, vou a loja de tecidos, separo roupas coloridas de roupas brancas, vou ao mercado, fumo um cigarro, decido sobre o almoço, tenho ‘xiliques’, compro pão, cumprimento o porteiro, penduro roupas, abro todas as janelas, (uff)! e, entre essas e muitas outras coisas eu também tenho tempo pra dormir, e durmo. pra quem sabe assim, sonhar de verdade e me desligar por completo por algumas horas apenas..

é em vão.

ainda não encontrei onde desliga, onde corto os fios ou como faz pra acabar a bateria.

3.6.08

.canção que 'não' morre no ar.

ironia do destino aquela música tocar exatamente quando todos pararam de falar. quando todos naquele bar resolveram dar uma trégua naquela falação toda e ocupar suas bocas com outras bocas. quando toda a cidade, sem que ninguém percebesse, ficou estática e silenciosa dando permissão ao refrão, com todas aquelas palavras doces, que um dia já me trouxe boas lembranças e até mesmo aquela saudade perturbadora, do que não foi vivido, quis ocupar espaço naquela estúpida cadeira vazia.

um sorriso perdido no meio da multidão, disse: linda essa música, né?

acendi mais um cigarro e delicadamente respondi: antigamente ela não me dava enjôo.

2.6.08

se é pra eu te ver, então deixa eu dormir.

29.5.08

.um dia só é muito pouco.

os dias estão passando em alta velocidade, que só me dou conta que eles estão chegando ao fim, quando sinto o vento forte invadindo o silêncio do apartamento. tenho corrido a favor do tempo, esperado a minha vez de entrar em cena e me dedicando conforme a música pede, para que cada detalhe saia na mais perfeita ordem.

cada cor, tamanho, textura, sorrisos, palavras, essência...
orgulho.

cada dia é um a menos.
cada dia é um detalhe a mais, um arrepio a mais, um frio na barriga a mais.
cada hora que passa tenho mais certeza das escolhas que fiz.
falta menos de uma semana e a adrenalina é pura e sincera.

pura e sincera como uma criança de quatro anos.

25.5.08

.das conversas de boteco.

não faz muito sentido escrever aqui hoje o que se passou pela minha cabeça no decorrer desses últimos dias.

minha cara de boba já diz tudo, meus olhares dizem muito mais e, depois de todas aquelas cervejas eu acabei dizendo (por assim dizer) o que, talvez, jamais diria se estivesse sóbria.





vê mais uma original pra saidêra.

19.5.08

.um final de semana depois.

peraí que agora se deu a bagunça no meu pote de lápis coloridos.

16.5.08

.ao des-amor.


'sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e des-amar era não mais conseguir ver, entende?'
(caio fernando abreu)

3.5.08

.unidunitê.

seria errado e até grosseiro de minha parte dizer que foi em vão. acho que toda experiência é válida, pois toda lição, independente do lado que ela pese na balança, tem lá sua moral no final. e foi. e eu sou assim. e certamente serei e será assim até tudo voltar a sua ordem, ou, até vir a ser bagunçado como eu gosto.
eu me permito até onde me parece conveniente, suficiente...

aqui é assim que a banda toca. a palavra final pode até não ser a minha, mas o prazer é todo meu. e até ele chegar eu já estarei satisfeita só de saber que eu estou no meio disso tudo, causando todo esse desconforto prazeroso de não saber o que nos espera na porta seguinte.

essa é a lição de casa, colocar em prática o que se aprende no caminho; ser exigente, egoísta e me permitir ao prazer que você não foi capaz de me causar.



oras!
uma hora a gente acerta na porta dos desesperados, não é mesmo?

30.4.08

.das pequenas grandes coisas.

a vida anda tão gostosinha que até me faz lembrar uma música, ou melhor;


‘...e até quem me vê
lendo jornal
na fila do pão...’


é, vidinha com sabor-cheiro-e-fumacinha de pão quentinho em dia frio de céu cinzento.
to-liii-nhos!

adoro!

principalmente quando a manteiga derrete.



uuiiii-i!

24.4.08

.aos poucos.

alguns messes se passaram. os ipês amarelos sorriam no decorrer das caminhadas, onde hoje só encontro o tapete de folhas secas que não me fazem esquecer que os meses passaram muito mais rápido do que minha imaginação fértil conseguia captar ou que, meus passos rápidos em dia de chuva pudessem acompanhar.



ainda assim guardo teu sorriso como o meu melhor segredo.

29.3.08

.cidade.estado.país.



estou indo caminhar por outras ruas, sentar em outros bancos, de outras praças. ver outras pessoas, de outras culturas, de outras vontades, com outras manias.

dessa vez sem telefonema, sem encontro marcado, sem você.
e a chance de um encontro é zero.

não quero e nem espero.


porque hoje eu simplesmente vou por outras ruas.


e nenhuma é a sua.

24.3.08

.eu, comigo.

o relacionamento vai bem. o sorriso vai bem. o carinho vai bem. o rosado da bochecha vai bem. a falta também vai bem, mas essa vai pra longe, pra bem longe, onde eu já nem a sinto mais. assim como o gosto, o teu. ando contando os dias, que inexplicavelmente tem passado rapidinhos pelo calendário que ganhei faz pouco. ando festejando as pequenas coisas, minhas coisas.


só minhas.

só.

assim.

17.3.08

.aguardente com limão.


'...a ereção não tem hora pra chegar
com ou sem emoção em festa ou particular
a inspiração que chega desavisada
cada passo é uma cilada que te diz a direção
ou não!...'

:x

13.3.08

.as águas de março fechando o verão.

não sei se é a chuva na vidraça, não sei se é o cinza que insiste em carregar o dia, ou se é aquele vácuo que a saudade tem deixado escapar por aqui, mas alguma coisa teima em me trazer lembranças que eu já não quero e finjo tentar esquecer, pra quem sabe assim, esquecer. não busco as lembranças, não vejo fotos, não sinto o cheiro e não procuro nada que me faça lembrar o que passou ou que me faça sentir falta do que ainda não aconteceu, tudo simplesmente surge em mim sem que eu precise me mover pra longe... é a velha história dos filminhos antes de dormir... tudo em vão.
eram tantos sentimentos bons, tanta euforia, tanta sinceridade, tanta vontade, tanto carinho...
tanto...

um final com tanto nada.
tanto vazio.

tanto ninguém.

11.3.08

.maçãs do topo.

“Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados… (…) Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”
(Machado de Assis)